Imagem da Semana

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domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz 2013


A Família JUPAC deseja a todos um excelente 2013. Que a Luz de Cristo preencha a vida de cada um de Paz, Amor, Saúde, Alegria e Fé. Para se despedir de 2013 deixamos um dos hinos da Pastoral da Juventude a canção Utopia do cantor e compositor Zé Vicente. E lembrem-se: o fato da Terra completar mais uma volta em torno do sol renova nossas esperanças, mas não fará milagre por si só. Não haverá ano novo se repetirmos os erros do ano velho. Sem novas atitudes não há novos resultados. Não haverá reinado do povo sem luta do povo!

“Quando o dia da paz renascer
Quando o Sol da esperança brilhar
Eu vou cantar

Quando o povo nas ruas sorrir
E a roseira de novo florir
Eu vou cantar

Quando as cercas caírem no chão
Quando as mesas se encherem de pão
Eu vou cantar

Quando os muros que cercam os jardins, destruídos
Então os jasmins vão perfumar

Vai ser tão bonito se ouvir a canção
Cantada de novo
no olhar da gente a certeza de irmãos
reinado do povo

Quando as armas da destruição
destruídas em cada nação
eu vou sonhar...

E o decreto que encerra a opressão
assinado só no coração
vai triunfar!

Quando a voz da verdade se ouvir
e a mentira não mais existir
será enfim
tempo novo de eterna justiça
sem mais ódio sem sangue ou cobiça
vai ser assim.”
(Utopia. Interpretação e autoria: Zé Vicente)



quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Quem é Jesus?


Para o cego, Jesus é luz.
Para o faminto, Jesus é o pão.
Para o sedento, Jesus é a fonte.
Para o morto, Jesus é a vida.
Para o enfermo, Jesus é a cura.
Para o prisioneiro, Jesus é a liberdade.
Para o solitário, Jesus é o companheiro.
Para o mentiroso, Jesus é a Verdade.
Para o viajante, Jesus é o caminho.
Para o visitante, Jesus é a porta.
Para o sábio, Jesus é a sabedoria.
Para a medicina, Jesus é o médico dos médicos.
Para o biólogo, Jesus é a vida.
Para o réu, Jesus é o advogado.
Para o advogado, Jesus é o Juiz.
Para o Juiz, Jesus é a justiça.
Para o estadista, Jesus é o desejo de todas as nações.
Para o cansado, Jesus é o alívio.
Para o medroso, Jesus é a coragem.
Para o agricultor, Jesus é a árvore que dá fruto.
Para o pedreiro, Jesus é a pedra principal.
Para o construtor, Jesus é o firme fundamento.
Para o carpinteiro, Jesus é a porta.
Para o jardineiro, Jesus é a rosa de Saron.
Para o floricultor, Jesus é o lírio dos vales.
Para o horticultor, Jesus é a videira verdadeira.
Para o joalheiro, Jesus é a pérola de grande preço.
Para o padeiro, Jesus é o Pão da Vida
Para o tristonho, Jesus é a alegria.
Para o leitor, Jesus é a palavra.
Para a gramática, Jesus é o verbo.
Para o pobre, Jesus é o tesouro.
Para o devedor, Jesus é o perdão.
Para o aluno, Jesus é o professor.
Para o professor, Jesus é o mestre.
Para o fraco, Jesus é a força.
Para o forte, Jesus é o vigor.
Para o inquilino, Jesus é a morada.
Para o incrédulo, Jesus é a prova.
Para o fugitivo, Jesus é o esconderijo.
Para o obstinado, Jesus é o conselheiro.
Para o navegante, Jesus é o capitão.
Para o soldado, Jesus é o general.
Para a ovelha, Jesus é o bom pastor.
Para o problemático, Jesus é a solução.
Para o holocausto, Jesus é o cordeiro.
Para o astrônomo, Jesus é a estrela da manhã.
Para os magos, Jesus é a estrela do oriente.
Para o mundo, Jesus é o salvador.
Para o pecador, Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado
Para Pedro: Jesus é o Cristo, Filho do Deus vivo
Para Tomé: Jesus é Senhor meu e Deus meu
Para Judas: Jesus é inocente
Para os demônios: Jesus é o santo de Deus.
Para Deus: Jesus é o Filho amado
Para o tempo: Jesus é o relógio de Deus.
Para o relógio: Jesus é a última hora.
Para Israel: Jesus é o Messias.
Para as nações: Jesus é o desejado.
Para a Igreja: Jesus é o noivo amado.
Para o vencedor: Jesus é a coroa.
Para um verdadeiro Cristão, Jesus é TUDO!

(Autor desconhecido)




segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

A simplicidade do Natal




Estamos na véspera da data na qual a Igreja relembra o nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, aquele e que “Nasceu para governar todas as nações com cetro de ferro.” (Apocalipse 12, 5a). Em meio à festa, à ceia por muitas vezes farta, os apelos da mídia para o consumo, os belos enfeites das ruas e igrejas nos esquecemos da simplicidade da festa. Deus escolheu uma humilde mulher, Maria, prometida à casamento à um humilde carpinteiro, José, para se tornarem a Sagrada Família. Na visita à sua prima Isabel, Maria proclama em seu cântico: “Minha alma proclama a grandeza do Senhor, meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. (...) Ele dispersa os soberbos de coração, derruba dos tronos os poderosos e eleva os humildes, aos famintos enche de bens e despede os ricos de mãos vazias” (Lucas 1, 46b. 51b-53). Novamente constatamos a simplicidade de Jesus e do Natal ao olharmos para o presépio “Enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria” (Lc 2, 7). E completando a simplicidade da cena os primeiros a receberem a notícia foram três pastores, que o público chama de “Reis Magos”. Na verdade não há na escritura a palavra “reis” para indicá-los apenas “pastores”: “Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.” (Lucas 2, 8).

“O Natal não é a festa do poder e da riqueza, mas da simplicidade e da pobreza. Corações orgulhosos e soberbos, confiantes no poder dos bens materiais, estão ainda muito distantes da manjedoura de Belém. Precisam cair dos tronos, dos tantos falsos tronos, e deixarem que Deus os levante humildes e confiantes somente na Sua graça. Celebra-se o Natal em vigília, pois aquele que quer ouvir Boas Novas precisa estar acordado, com os ouvidos bem abertos e pronto para deixar tudo no meio da noite, da escuridão, e, pressuroso, ir a Belém para encontrar e contemplar a luz do mundo.” (Padre Luciano Zilli, Jerusalém, 24 dezembro 2008).

Um feliz e abençoado natal à todos: que o nascimento de Cristo renove nossas esperanças, que a reflexão desta data nos inspire a sermos cada dia mais Cristãos.  

Mais em: Natal: festa da simplicidade e pobreza
Padre Luciano Zilli. Jerusalém, Dezembro de 2008.
Acesso em 24 de dezembro de 2012.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Os maiores arrependimentos da vida


O arrependimento é um dos mais complexos sentimentos humanos: quando bem trabalhado serve para o amadurecimento pessoal. Mas quando o arrependimento é mal trabalhado compromete o desenvolvimento pessoal e pode causar sérias complicações psicológicas.
Um contexto ainda mais dramático é o arrependimento à beira da morte, quando a pessoa tem ciência de que não poderá se redimir ou ter uma segunda chance aqui na Terra. O vídeo abaixo foi produzido pelo Hospital Israelita Albert Einsten, de São Paulo e trata sobre o tema. Nele Ana Cláudia Arantes, geriatra e especialista em cuidados paliativos do mesmo hospital, comenta os resultados do livro The top five regrets of the dying (Os cinco maiores arrependimentos à beira da morte). O livro foi lançado nos Estados Unidos da América por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte, baseado em seu próprio trabalho.

Confira, pela ordem, os principais arrependimentos listados no livro:

1º - Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
O maior dos arrependimentos diz respeito direto à influência de outras pessoas na sua vida, atitudes e até mesmo personalidade: até que ponto a opinião dos outros mudam suas atitudes? Este é o ponto central para evitar este arrependimento.

2º - Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.
Em uma sociedade capitalista, dinheiro é necessário. E trabalhar é a forma mais eficiente e honesta de conseguir dinheiro. Mas até que ponto você abdica de passar um tempo com sua família, com seus amores, de se divertir com seus amigos, rezar, de cuidar de sua saúde e de descansar para trabalhar? O trabalho, remunerado ou não, reconhecido pela sociedade ou não, dignifica o homem e pode leva-lo uma condição financeira confortável. Mas não pode privar o ser humano de sua vida afetiva, familiar, social e recreativa.

 3º - Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos
Ah, a sinceridade: tão cultuada, tão almejada, nem sempre compreendida, possível origem de conflitos e por isso muitas vezes não expressada. No momento podemos até achar que fizemos o mais sensato, mas depois vem o arrependimento: “deveria ter falado a verdade!”. Muitas vezes simplesmente não podemos voltar atrás, ou então o efeito não será o mesmo devido ao tempo decorrido entre nossa omissão/falta de sinceridade e arrependimento.

4º - Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos
Segundo Shakespeare “bons amigos são a família que nos permitiram escolher”. No entanto, mesmo com tantas formas de comunicação, ainda é comum perceber que os trabalhos, os estudos, as tarefas do dia a dia, a distância e o tempo esfrie ou até desfaça laços afetivos. No fim da vida a compreensão de valor destas amizades é constatada.

5º - Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz
Em uma junção de todos os outros arrependimentos descritos, a pessoa percebe que a principal responsável por ele não ter sido mais feliz foi ela mesma.

Identificou-se com alguns destes arrependimentos?  Então trate de mudar suas atitudes enquanto está vivo! Aproveite o fim de ano para reflexões; no entanto não espere 2013 para mudar: você tem ainda também o resto de 2013 para mudar suas atitudes e ser mais feliz consigo mesma!  


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

São Nicolau: o verdadeiro Papai Noel


Vivenciamos o tempo do advento, nos preparando para a grande festa do Natal de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. No entanto, a sociedade e a mídia sempre desviam o foco da festa para o consumismo e para a ceia, deixando o Nascimento de Cristo, real motivo da festa e a religiosidade da mesma, de lado. Ganha destaque a figura do Papai Noel. E você sabia que mesmo esta figura tão explorada comercialmente é na verdade um Santo canonizado pela Igreja Católica? Trata-se de São Nicolau nascido no ano de 275 em Pátara, na então Ásia Menor, corresponde hoje aproximadamente ao território asiático da Turquia, à Arménia e ao Curdistão. Tornou-se sacerdote, e depois bispo da Diocese de Mira (atual Turquia), onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam. É padroeiro da Rússia. Na Alemanha, o “Papai Noel” é chamado de Nikolaus. No Ocidente, é venerado de modo especial na França, Alemanha, Inglaterra e Irlanda. Suas relíquias foram levadas para Bari, na Itália, onde há um templo em sua honra. São Nicolau é conhecido principalmente pelo seu trabalho a favor dos mais pobres: recebeu como herança uma grande quantia de dinheiro e livremente partilhou com os necessitados.

A origem do Papai Noel de barbas brancas e com o saco vermelho

Certa vez, São Nicolau soube que três pobres moças da região que pretendiam se casar não tinham os dotes necessários. À época era costume garantias financeiras para a efetivação do matrimônio. O Pai destas moças então aconselhou-as a prostituirem-se para conseguirem o dinheiro. São Nicolau foi então por três noites até a casa das moças e jogou pela chaminé da casa sacos vermelhos com moedas de ouro com dinheiro suficiente para os dotes de cada uma destas jovens, que escaparam da prostituição e conseguiram se casar. Na terceira vez em que fora jogar o saco vermelho com o dinheiro pela chaminé, foi surpreendido pelo doo da casa, que chorando o agradeceu muito. Desta cena, surgiu a imagem do senhor de barbas brancas (fisionomia de São Nicolau), com saco vermelho, entrando pela chaminé das casas a noite. Durante seu bispado São Nicolau também se destacou pelo convívio com crianças, e a Igreja acabou por atribuir a ele o título de Patrono das Crianças. Hoje em dia, em algumas cidades da Alemanha, este grande Santo é representado indo de casa em casa, levando presentes para as crianças piedosas e bem comportadas. A festa de São Nicolau é celebrada por toda a Igreja no dia 6 de dezembro. Daí então a associação do Papai Noel com a distribuição de presentes para as crianças bem comportadas no natal.

O Papai Noel barrigudo do capitalismo

As semelhanças entre a figura de São Nicolau e do Papai Noel que conhecemos hoje terminam na barba, no saco vermelho e a cena da chaminé. São Nicolau não era barrigudo, não usava roupa vermelha nem botas pretas; pelo contrário: São Nicolau era alto, esbelto, vestia um tipo de batina branca e mitra, comuns aos bispos da época. Estas características foram atribuídas pela Coca-Cola® em uma campanha publicitária em 1931. O cartunista americano Thomas Nast foi o criador do atual Papai Noel, que na época apareceu nas propagandas oferecendo uma garrafa de refrigerante para uma garotinha. O marketing da empresa parece ter dado tão certo, que fez com que muitos, desde então, nem se dessem conta da existência de outro Papai Noel.

Movimento pela volta da figura de São Nicolau

Desde 1997, existe um movimento organizado pelo padre alemão Eckhard Bieger, que tenta resgatar o verdadeiro símbolo das comemorações de Natal. O padre jesuíta deseja evitar a confusão que frequentemente envolve as duas figuras natalinas. Em entrevista a uma agência de notícias, ele afirma que São Nicolau é "desde a Idade Média o patrono das crianças". Por esse motivo, "a Coca-Cola deveria procurar outra figura para propagar o clima natalino", conclui.
A iniciativa de Bieger tenta eliminar o teor mercadológico e comercial que acabou sendo associado ao Natal. Resgatar o símbolo original do Natal pode ser um passo para não se perder o verdadeiro sentido da comemoração do nascimento do Menino Jesus.

Fontes:
São Nicolau. Blog Santo do Dia da Comunidade Canção Nova. Disponível em:
Acesso em 18 de Dezembro de 2012.

São Nicolau: o Verdadeiro Papai Noel. Blog da Valéria Vilma.

Ásia Menor. Infopédia: enciclopédia e dicionários Porto Editora.
Acesso em 18 de Dezembro de 2012.

São Nicolau e o Papai Noel. Blog Sempre Alegria. Disponível em:
Acesso em 18 de Dezembro de 2012.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Catecismo da Igreja Católica


Semana passada foi publicada neste blog, pela minha amiga Raissa, uma matéria sobre o YouCat - o Catecismo da Igreja Católica para os jovens. Pois bem, continuando a temática falemos agora do Catecismo da Igreja Católica oficial.

O que é o Catecismo da Igreja Católica

É um documento oficial do Vaticano que expressam as doutrinas, os dogmas, apresentam os mistérios e define as diretrizes para a Igreja Católica Apostólica Romana em todo o mundo. Tem o objetivo agregar os pontos centrais da fé, permitir aprofundamento teórico da doutrina da Igreja Católica Apostólica Romana, nortear a Fé e as definições dos Catecismos locais, tendo em vista as enormes diferenças de realidade da Igreja em todo o mundo.

Quando foi elaborado e publicado o Catecismo da Igreja Católica?

Ao contrário do que se imagina pelo nome, pela associação inevitável com a Pastoral da Catequese, e pelo caráter milenar das doutrinas apresentadas, o Catecismo da Igreja Católica é recente: foi elaborado durante seis anos de intenso trabalho por uma comissão de Doze Cardeais no Pontificado do Papa João Paulo II, comissão esta chefiada pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. Foi publicado pela Igreja pela primeira vez em 1992, e revisado e republicado em 1997.

Revisado? Mas o Catecismo da Igreja Católica mentiu? Publicou erros sobre a fé? Mesmo depois de tanto estudo?

Não; o Catecismo da Igreja Católica foi revisado; e não modificado. Deve-se considerar o significado da palavra revisado. Em sua essência o Catecismo da Igreja Católica continua idêntico. O que foi mudado foram algumas redações que podiam causar interpretações erradas; estes textos foram reformulados na tentativa de passar uma visão mais clara para os fiéis, evitando possíveis erros de interpretações que era possibilitado pela redação antiga. Claro que isto não acaba definitivamente com a possibilidade de interpretação errônea dos textos, mas revela o cuidado do Vaticano com uma linguagem que evite o máximo possível estes erros de interpretação.

sábado, 8 de dezembro de 2012

O Ofício de Nossa Senhora

A Igreja vive no dia 8 de dezembro a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Que tal então entoarmos louvores à Mãe rezando seu Ofício. 
O ofício de Nossa Senhora, embora de origem medieval, é patrimônio da fé do povo brasileiro a Maria, Mãe de Deus.
Podemos dizer que ele é uma oração para defender a Imaculada Conceição, que sofreu grandes combates no século XII, por parte de teólogos, que duraram até o dia 8 de dezembro de 1854, quando Pio IX, depois de consultar os bispos do mundo inteiro, declarou e definiu como dogma de fé a doutrina Imaculada.
Uma antiga tradição diz que Nossa Senhora se ajoelha no Céu quando alguém na Terra reza o Ofício.
Acompanhe o Ofício Cantado pela equipe da Canção Nova.

A Imaculada Conceição de Maria




Celebramos hoje, dia 08 de Dezembro a Imaculada Conceição de Maria. Por este título a Igreja Católica exalta a condição de pureza irretocável e de total ausência de pecado da Virgem Maria. Esta festa é notoriamente nos dias de hoje uma das maiores celebrações da Igreja Católica no mundo, especialmente nos países latinos. No entanto nem sempre fora assim: por muito tempo a Igreja não se pronunciou oficialmente a favor desta condição de Maria; padres, teólogos, leigos e até santos duvidaram e chegaram a combater a crença na Imaculada Conceição. O clamor popular foi decisivo par que a Igreja se posicionasse oficialmente sobre o tema. Confira abaixo um breve histórico deste dogma, adaptado do texto de Monsenhor João Clá Dias.

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A Imaculada Conceição: “Piedosa crença” que se tornou dogma
Adaptado de Monsenhor João Clá Dias

A Imaculada Conceição da Maria Virgem - singular privilégio concedido por Deus, desde toda a eternidade, Àquela que seria Mãe de seu Filho Unigênito - preside a todos os louvores que Lhe rendemos na recitação de seu Pequeno Ofício. Apresenta-se agora um pequeno histórico da dessa "piedosa crença" que atravessou os séculos, até encontrar, nas infalíveis palavras de Pio IX, sua solene definição dogmática.

Onze séculos de tranquila aceitação da "piedosa crença"

Os mais antigos Padres da Igreja, sempre expressaram sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria. Assim, por exemplo, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Firmio, São Cirilo de Jerusalém, Santo Epifânio, Teódoro de Ancira, Sedulio e outros comparam Maria Santíssima com Eva antes do pecado. Santo Efrém A exalta como tendo sido "sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada". Para Santo Hipólito Ela é um "tabernáculo isento de toda corrupção". Orígenes A aclama "imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente". Por Santo Ambrósio é Ela declarada "vaso celeste, incorrupta, virgem imune por graça de toda mancha de pecado". Santo Agostinho afirma, disputando contra Pelágio, que todos os justos conheceram o pecado, "menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor, não quero que entre nunca em questão quando se trate de pecados".
Cedo começou a Igreja a comemorar em suas funções litúrgicas a imaculada conceição de Maria. Passaglia, no seu De Inmaculato Deiparae Conceptu, crê que a princípios do Século V já se celebrava a festa da Conceição de Maria (com o nome de Conceição de Sant'Ana) no Patriarcado de Jerusalém. O documento fidedigno mais antigo é o cânon de dita festa, composto por Santo André de Creta, monge do mosteiro de São Sabas, próximo a Jerusalém, o qual escreveu seus hinos litúrgicos na segunda metade do século VII.
Tampouco faltam autorizadíssimos testemunhos dos Padres da Igreja, reunidos em Concílio, para provar que já no século VII era comum e recebida por tradição a piedosa crença, isto é, a devoção dos fiéis ao grande privilégio de Maria (Concílio de Latrão, em 649, e Concílio Constantinopolitano III, em 680).
Em Espanha, que se gloria de ter recebido com a fé o conhecimento deste mistério, comemora-se sua festa desde o século VII. Duzentos anos depois, esta solenidade aparece inscrita nos calendários da Irlanda, sob o título de "Conceição de Maria".
Também no século IX era já celebrada em Nápoles e Sicílias, segundo consta do calendário gravado em mármore e editado por Mazzocchi em 1744.
Em tempos do Imperador Basílio II (976-1025), a festa da "Conceição de Sant'Ana" passou a figurar no calendário oficial da Igreja e do Estado, no Império Bizantino.
No século XI parece que a comemoração da Imaculada estava estabelecida na Inglaterra, e, pela mesma época, foi recebida em França. Por uma escritura de doação de Hugo de Summo, consta que era festejada na Lombardia (Itália) em 1047. Certo é também que em fins do século XI, ou princípios do XII, celebrava-se em todo o antigo Reino de Navarra.

Séculos XII-XIII: Oposições

No mesmo século XII começou a ser combatido, no Ocidente, este grande privilégio de Maria Santíssima.
Tal oposição haveria ainda de ser mais acentuada e mais precisa na centúria seguinte, no período clássico da escolástica. Entre os que puseram em dúvida a Imaculada Conceição, pela pouca exatidão de idéias à matéria encontram-se doutos e virtuosos varões, como, por exemplo, São Bernardo, São Boaventura, Santo Alberto Magno e o angélico São Tomás de Aquino.

Século XIV: Reação a favor do dogma

O século XIV se inicia com uma grande reação a favor da Imaculada, na qual se destacou, como um de seus mais ardorosos defensores, o beato espanhol Raimundo Lulio.
Outro defensor assíduo da Imaculada Conceição foi João Duns Escoto glória da Ordem dos Menores Franciscanos, o qual, estabeleceu com admirável clareza os sólidos fundamentos para desfazer as dificuldades que os contrários utilizavam para se opor à singular prerrogativa mariana. Escoto ainda foi agraciado por um notório evento em favor da causa da Imaculada Conceição. Viajou de Oxford a Paris, para fazer triunfar o imaculatismo na Universidade da Sorbonne, em 1308, sustentou uma pública e solene disputa em favor do privilégio da Virgem. No dia desse grande ato, Escoto, chegando ao local da discussão, prosternou-se diante de uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava em sua passagem, e lhe dirigiu uma prece. A Virgem, para mostrar seu contentamento com esta atitude inclinou a cabeça - postura que, a partir de então, Ela teria conservado...
Depois de Escoto, e graças aos seus estudos que deixavam os argumentos contrários à Imaculada Conceição extremamente enfraquecidos, os defensores do futuro dogma se multiplicaram prodigiosamente. Muitos Franciscanos escreveram em favor à Imaculada conceição de Maria e acredita-se que estes sejam os responsáveis pela origem de sua celebração em Portugal, nos primórdios do século XIV.

Séculos XV-XVI: acirradas disputas

Em meados do século XV, a Imaculada Conceição foi objeto de renhido combate durante o Concílio de Basiléia, resultando num decreto de definição sem valor dogmático, posto que este sínodo perdeu a legitimidade ao se desligar do Papa.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

YOUCAT


Neste último domingo (02/12) os jovens da Diocese de Santo André se reuniram na Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem em São Bernardo do Campo para uma missa solene com nosso querido Dom Nelson Westrupp, onde recebemos YOUCAT's.
O que é o YOUCAT?


YOUCAT é um livro baseado no livro Catecismo da Igreja Católica (CIC). e Quer Dizer: Catecismo Jovem (Youth Catechism). A obra tem a mesma proposta do “Catecismo da Igreja Católica”, sendo a linguagem e o projeto gráfico seu maior diferencial. Estruturado em perguntas e respostas. O livro é dividido em quatro partes ("Em que Cremos", "Como Celebramos?", "A Vida em Cristo" e "Como Devemos Orar").
No livro temos: citações da Sagrada Escritura, Citações de um santo ou de um escritor cristão, definições e referências aos artigos conexos no Catecismo Jovem.

A TV Canção Nova com seu programa Revolução Jesus que é um programa jovem fez um programa especial sobre o YOUCAT, falando sobre o livro e tirando algumas dúvidas sobre ele. Se você quiser assistir no final desta postagem estará o link.

Apesar de estar com o livro à apenas dois dias estou realmente amando este livro, o jeito em que ele se dirige aos jovens, a linguagem, a forma em que ele foi feito e a disposição de cada coisa, é simplesmente maravilhoso, eu realmente acho que todos devem lê-lo. Achei muito legal também os desenhos que tem nas páginas, apesar de ser desenhos simples, eles dão um toque muito especial ao livro eu acho que ele deixa o livro ainda mais com a cara do jovem.







Bom galera, é isso. Leiam o YOUCAT, se você ainda não tem a Banquinha do JUPAC tem (rsrsrs) adquira o seu, e boa leitura.



"Estudai o catecismo com paixão e perseverança! Para isso, sacrificai tempo! Estudai-o no silêncio de vosso quarto, lede-o enquanto casal se tiverdes namorando, formai grupos de estudos nas redes sociais, partilhai-o entre vós na internet! Permanecei deste modo um diálogo sobre a vossa fé!" 
Carta do santo padre o Papa Bento XVI -YOUCAT página 10.



Programa Revolução Jesus da Canção Nova:
http://blog.cancaonova.com/revolucaojesus/2011/09/16/17683/

Sites que me ajudaram a escrever essa postagem:
http://blog.comshalom.org/jmj2011/1511-catecismo-para-jovens-youcat
http://catecismojovem.blogspot.com.br/
http://www.youcat.org/pt.html

Um beijo a Todos, e que a paz de Cristo esteja sempre conosco.
Raissa.