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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os Três Segredos de Fátima


Na última postagem, descrevemos brevemente as aparições de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, Portugal. Saibamos agora mais sobre os seus três segredos. O termo segredo é usado, pois designa o tempo de espera que os fieis do mundo todo aguardaram, visto que ficaram sob sigilo da Irmã Lúcia por décadas. Hoje, claro, não são mais segredos, mas revelações de suma importância para nossa Fé.  

- O Primeiro Segredo de Fátima: A visão do inferno.

“Nossa Senhora mostrou-nos um grande mar de fogo que parecia estar debaixo da terra. Mergulhados nesse fogo os demônios e as almas, como se fossem brasas transparentes e negras, ou bronzeadas com forma humana, que flutuavam no incêndio levadas pelas chamas que delas mesmas saiam, juntamente com nuvens de fumo, caindo para todos os lados, semelhante ao cair das faíscas em grandes incêndios: sem peso nem equilíbrio, entre gritos e gemidos de dor e desespero que horrorizava e fazia estremecer de pavor. Os demônios distinguiam-se por formas horríveis de animais espantosos e desconhecidos, mas transparentes e negros. Esta vista foi um momento, e graças à nossa boa Mãe do Céu; que antes nos tinha prevenido com a promessa de nos levar para o Céu (na primeira aparição) se assim não fosse, creio que teríamos morrido de susto e pavor.”
(Irmã Lúcia de Jesus. “Terceira Memória”. Carta destinada ao Bispo de Leiria-Fátima. 31 de Agosto de 1941. Documento divulgado pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé). 

- Segundo Segredo de Fátima: A Segunda Guerra Mundial.

“Em seguida, levantamos os olhos para Nossa Senhora que nos disse com bondade e tristeza:
‘Vistes o inferno, para onde vão as almas dos pobres pecadores, para as salvar, Deus quer estabelecer no mundo a devoção a meu Imaculado Coração. Se fizerem o que eu disser salvar-se-ão muitas almas e terão paz. A guerra [Primeira Guerra Mundial] vai acabar, mas se não deixarem de ofender a Deus, no reinado de Pio XI começará outra pior [Segunda Guerra Mundial, o que de fato, infelizmente, aconteceu]. Quando virdes uma noite, alumiada por uma luz desconhecida, sabei que é o grande sinal que Deus vos dá de que vai a punir o mundo de seus crimes, por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para a impedir virei pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem a meus pedidos, a Rússia se converterá e terão paz, se não, espalhará seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas, por fim o meu Imaculado Coração triunfará [em meio à tanto horror Nossa Senhora assegura a vitória do bem]. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz.”
(Irmã Lúcia de Jesus. “Terceira Memória”. Carta destinada ao Bispo de Leiria-Fátima. 31 de Agosto de 1941. Documento divulgado pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé). 

Monsenhor João Clá Dias comenta o episódio:

“Essa atitude de Nosso Senhor e de sua Mãe bondosíssima, mostrando aos pastorinhos a visão daquele lugar de tormento, bem mostra como a meditação sobre os castigos eternos é adequada para os homens e mulheres de nossa época, sejam crianças, jovens ou adultos. Constitui ocasião de preciosas graças, não só de conversão, mas também de perseverança e afervoramento na vida espiritual.
Hoje, muito mais do que em 1917, as pessoas se entregam ao pecado e a toda espécie de más ações, sem se incomodarem com as consequências, não apenas para esta vida, mas, sobretudo, para a outra, correndo o risco de condenação eterna.
Jacinta, compreendendo tudo isto muito bem, nunca mais deixou de pensar na desgraça irremediá­vel das almas condenadas ao Inferno. Mais do que tudo, causava-lhe angústia a ideia de um castigo sem fim. Às vezes, sentada numa pedra, punha-se a pensar, e dali a pouco perguntava a Lúcia:
Jacinta: ‘Aquela Senhora disse que muitas almas vão para o Inferno! E nunca mais vão sair de lá?’
Lúcia: - ‘Não!’
Jacinta: ‘E mesmo depois de muitos, muitos anos?’
Lúcia; ‘Não! O Inferno não acaba nunca!’
Jacinta ‘Mas, olha: então, depois de muitos e muitos anos, o Inferno ainda não acaba? E aquela gente que está ardendo lá não morre? E não vira cinza?! E, se a gente rezar muito pelos pecadores, Nosso Senhor os livra de lá?! E com os sacrifícios também? Coitadinhos! Temos de rezar e fazer muitos sacrifícios por eles!’
Depois, lembrando-se das misericordiosas palavras de Maria, acrescentava:
‘Que boa é aquela Senhora! Já nos prometeu levar para o Céu!’
Outras vezes, meditando nos sofrimentos reservados aos pecadores que morrem sem arrependimento, Jacinta estremecia de pena, ajoelhava-se e, de mãos postas, recitava a oração que Nossa Senhora lhes tinha ensinado:
‘Ó meu Jesus! Perdoai-nos, livrai-nos do fogo do Inferno, levai as alminhas todas para o Céu, principalmente as que mais precisarem.’
E permanecia assim, muito tempo, de joelhos, repetindo a mesma oração. De vez em quando, chamava pela prima ou pelo irmão, como que acordando de um sonho:
‘Francisco! Francisco! Vocês estão rezando comigo? É preciso rezar muito para livrar as almas do Inferno! Para lá vão tantas, tantas!’”
(Jacinta e Francisco: Prediletos de Maria - Monsenhor João Clá Dias)


- O Terceiro Segredo de Fátima: o atentado ao Santo Padre.

“Vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fogo em a mão esquerda; ao cintilar, despedia chamas que parecia iam incendiar o mundo; mas apagavam-se com o contato do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: Penitência, Penitência, Penitência! E vimos numa luz imensa que é Deus: ‘algo semelhante a como se vêm as pessoas num espelho quando lhe passam por diante’ um Bispo vestido de Branco ‘tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre’. Vários outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fora de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trêmulo com andar vacilante, acabrunhado de dor e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam vários tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, neles recolhiam o sangue dos Mártires e com ele regavam as almas que se aproximavam de Deus.”
(Irmã Lúcia de Jesus. “Terceira Memória”. Carta destinada ao Bispo de Leiria-Fátima. 31 de Agosto de 1941. Documento divulgado pela Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé). 

Na tarde 13 de Maio de 1981, exatamente no dia em que a Igreja Católica celebra o dia da Primaria Aparição de Nossa Senhora nos céus de Fátima, João Paulo segundo sofreu um atentado na Praça São Pedro durante audiência pública. João Paulo passava pelo corredor da praça lotada com cerca de dez mil fieis em carro aberto. Então Mehemed Ali Agca disparou três vezes uma pistola Browning de nove milímetros, a menos de sete metros de distância. Os tiros atingiram o estômago, a mão esquerda e o cotovelo do pontífice, que foi levado hospital Gemelli onde fora submetido a uma cirurgia no intestino que durou mais de cinco horas. A partir deste triste episódio, João Paulo II passou a andar com dificuldade conforme na visão proporcionada por Nossa Senhora aos pastorinhos de Fátima. Quanto à morte do “homem de branco” na mesma visão, o próprio João Paulo II afirma: “Foi uma mão materna que guiou a trajetória da bala e o Santo Padre agonizante deteve-se no limiar da morte” (João Paulo II, Meditação com os Bispos Italianos, a partir da Policlínica Gemelli, 13 de Maio de 1994). A visão dos demais bispos por terra, do sangue dos mártires, pode ser explicado pela perseguição à Igreja Católica e aos cristãos, e o sofrimento das vítimas da fé no século XX.



Fontes:
O Segredo de Fátima. Associação católica Nossa Senhora de Fátima.
Acesso em 13 de Maio de 2013.

Se os homens vissem o inferno. Associação católica Nossa Senhora de Fátima.
                                                                                       Acesso em 13 de Maio de 2013

Interpretação do Segredo de Fátima. Associação católica Nossa Senhora de Fátima. Disponível em: <http://www.acnsf.org.br/article/7870/Interpretacao-do-Segredo-de-Fatima.html>
Acesso em 15 de Maios de 2013.

Atentado em 1981 abalou saúde de João Paulo II.
Redação do Portal Terra.
Acesso em 15 de Maios de 2013.

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