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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Santo Antônio... de Pádua, de Lisboa. Muito além do Santo Casamenteiro: um exemplo de humildade.



            Neste dia 13 de Junho a Igreja Católica apostólica romana celebra Santo Antônio. De Pádua ou de Lisboa, como queiram. Um dos Santos mais conhecidos e mais venerado em todo o mundo. Dia de festa junina. Santo Antônio é mais que um santo casamenteiro, ele foi um grande anunciador do Evangelho deixou o grande exemplo de uma vida coerente com aquilo que se prega: “Maior característica de Santo Antônio é a busca por uma vida coerente. Pois ele sabia que muito mais que anunciar é preciso ter a vivência da palavra de Deus, mirando o exemplo dos santos”, diz Lilson Rodrigues, pároco da Paróquia Santo Antônio, de Cachoeira Paulista, interior de São Paulo. Conheçamos mais sobre a vida deste Santo.
           
Vocação Religiosa desde a infância

            Nascido em Lisboa por volta de 1193, Batizado com o nome de Fernando Martins, ingressou na Ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, no Mosteiro de São Vicente de Fora. Fernando teve uma vida farta e estudou nos melhores escolas. Mas depois ingressar na vida religiosa na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, o jovem  sacerdote pede para ser transferido para Coimbra a fim de ficar longe do assédio da família que não aceitava sua escolha pela pobreza, onde pode aprofundar seu conhecimento com o próprio Santo Agostinho, e com outros Padres da Igreja. Adquiriu profundo conhecimento das sagradas escrituras, base das suas futuras pregações. Aí tornou-se sacerdote.
            Fascinado pelas propostas de desapego aos bens materiais da doutrina Fransciscana, interpretou como sinal divino o recebimento de restos mortais de mártires Franciscanos por Coimbra, em 1220.  Tendo manisfestado seu desejo de mudança de Ordem Eclesiástica e tendo recebido autorização dos superiores, o cônego Fernando recebeu o hábito dos Frades Menores algum tempo depois, tomando o nome de Frei Antônio.

Humildade e aceitação da vontade de Deus

            Decorridos apenas cinco meses de noviciado, conseguiu ser enviado para a terra que dera os primeiros mártires à Ordem Franciscana. Imagina que aí seria o auge de sua vida religiosoa e santidade. Porém Deus queria dele uma luta mais longa e difícil, cujo primeiro passo consistia na inteira renúncia à própria vontade. Pouco depois de desembarcar em solo africano, fortes febres o acometeram, tornando-o incapaz de qualquer atividade, e o superior enviou-o de volta à Europa.
            Na viagem de retorno, o navio foi arrastado por uma tempestade para as costas da Sicília. Após passar alguns meses no convento de Messina, Frei Antônio dirigiu-se a Assis, onde se realizaria um Capítulo Geral da Ordem, nas vésperas de Pentecostes de 1221, presidido pelo próprio São Francisco.
            Encerrada a Assembleia, sendo ainda desconhecido no meio daquela multidão de frades, pediu ao Provincial de Romandiola que o acolhesse como subalterno, e passou a viver no Eremitério de São Paulo. Ignorando sua linhagem e formação, deram-lhe a função de ajudante de cozinha, a qual assumiu sem titubear. Deste modo, passou longos meses no mais completo anonimato, tendo por cela uma gruta e tudo aceitando sem a menor reclamação.

O início da vida pública

            Certa vez,  o supervisor pede para ele fazer o sermão do dia de improviso em uma celbração litúrgia na qual estavam presentes alguns filhos de São Francisco e de São Domingos, e na qual vários religiosos receberam o Sacramento da Ordem. E todos ficaram surpresos com sua facilidade e sabedora para anunciar o Evangelho. ao terminar, ninguém mais se lembrava do fato de ser ele um apagado cozinheiro, transmudado diante de todos, agora, num insigne predicador.
            Assim se iniciou a vida pública de Santo Antônio de Pádua. A batalha contra si mesmo e contra o mal, conduzida até aquele momento na solidão e austeridade do claustro, tomava ali uma proporção missionária. Deus o chamava a evangelizar as multidões, auxiliando-as, através do ministério da palavra, na perpétua e ferrenha luta do homem contra o pecado.

Não devemos ficar calados diante do mal

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Conhecendo um pouco mais sobre o Sagrado Coração de Jesus: A Devoção


A Solenidade do Sagrado Coração é uma celebração de origem relativamente recente, embora a ideia seja muito antiga, pois está enraizada na Sagrada Escritura. A grande propagadora dessa devoção foi Santa Margarida Maria, que, entre os anos de 1673 e 1675, teve uma série de visões nas quais Cristo lhe pediu que trabalhasse para a instituição de uma festa em honra a Seu Sagrado Coração.
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Dessa forma, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus é a devoção a Cristo. No entanto, nossa devoção não deve permanecer no nível do sentimento. Devotio, palavra latina que deu origem à palavra "devoção", é muito mais forte do que seus equivalentes nas línguas atuais. No contexto religioso indica a determinada vontade de fazer a vontade de Deus, ou seja, esta devoção é feita por aceitar o convite de Cristo para tomar a nossa cruz e segui-Lo. A devoção ao Coração de Jesus decorre da meditação dos textos biblícos, esta relação foi confirmada pelo Papa Pio XII na Encíclica Haurietis Aquas, sobre o culto ao Sagrado Coração de Jesus. Afirma o Sumo Pontífice que: “Com todo esse amor, terníssimo, indulgente e longânime, mesmo quando se indigna pelas repetidas infidelidades do povo de Israel, Deus nunca chega a repudiá-lo definitivamente; mostra-se, sim, veemente e sublime; mas, contudo, em substância isso não passa do prelúdio daquela inflamadíssima caridade que o Redentor prometido havia de mostrar a todos com o seu amantíssimo coração, e que ia ser o modelo do nosso amor e a pedra angular da Nova Aliança”. Dentre as fundações bíblicas destacamos, do Antigo Testamento, a Aliança de Deus com o povo, narrada no livro de Deuteronômio: "Escuta, Israel: O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças. E estas palavras que hoje te ordeno estarão sobre o teu coração" (Dt 6,4-6). No Novo Testamento, o Evangelho de São João traz dois trechos que são centrais no culto ao Sagrado Coração de Jesus: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba, quem crê em mim — conforme diz a Escritura: Do seu interior correrão rios de água viva” (Jo 7, 37-38).“Chegando a Jesus viram que já estava morto. Por isso, não lhe quebraram as pernas, mas um soldado golpeou-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água” (Jo 19, 33-34). Na tradição cristã, o sangue é interpretado como um símbolo do sacrifício e do mistério Eucarístico. A água simboliza o Espírito Santo, que flui de Cristo à Igreja. Este Coração é uma fonte inesgotável de vida e de bênção.

Outros Santos Padres também recomendaram essa devoção. Além da Haurietis Aquas, do Papa Pio XII, encontramos, na Carta Apostólica Investigabiles Divitais Christi, do Papa Paulo VI, a afirmação de que essa devoção é uma ótima maneira de honrar a Jesus, observando inclusive a estreita relação entre ela e o mistério Eucarístico. O saudoso Papa João Paulo II, em sua primeira encíclica, Redemptor Hominis, afirmou que: “A redenção do mundo — aquele tremendo mistério do amor em que a criação foi renovada é, na sua raiz mais profunda, a plenitude da justiça num Coração humano”, por diversas vezes ele associou o Coração de Cristo a cada coração humano.

Portanto, o  coração é o símbolo que fala do interior e do espiritual. Desta forma, o Senhor ilumina o coração humano e o convida a compreender e mergulhar nas "insondáveis riquezas" que brotam de Seu Coração. Jesus nos atrai para Seu Coração e fala ao nosso coração, porque deseja comunicar todo o Seu amor, para que tenhamos um coração semelhante ao d'Ele.

Vamos cantar essa canção de Rinaldo e Samuel, Sagrado Coração:

"O Teu Amor me envolve,
O Teu Amor me protege,
És o meu Porto Seguro
O melhor lugar de estar é o Teu coração,

Sagrado coração.

Por onde eu ando sinto sua presença
Em todos os lugares está sempre perto de mim
Em minhas escolhas vens me iluminar
Como posso te deixar se mesmo quando eu erro vens me amar
E me ajudas a acertar e na tua direção caminhar
Como seria a minha vida se as tuas mãos não estivessem sobre mim
Como seriam os meus sonhos se o teu espírito não habitasse em mim

O teu amor me envolve
O teu amor me protege
És o meu porto seguro
O melhor lugar de está é o teu coração

Sagrado coração" 





Fonte: Vicent Ryan - Sagrado coração de Jesus- Formações Canção  Nova. Disponível em: <http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12824>.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Nossa Senhora de Lourdes




- Quem a Senhora é?
- Eu sou a Imaculada Conceição!

Esse é o trecho final de um diálogo acontecido em 1858, quando Nossa Senhora apareceu 18 vezes a Bernardette Soubirous na Gruta de Massabiele, situada às margens do rio Gave, nos arredores da vila francesa de Lourdes.

A 11 de fevereiro a Igreja comemora essa série de aparições da Virgem Imaculada. É a festa de Nossa Senhora de Lourdes.

Em 24 de fevereiro de 1858 aconteceu a oitava dessas aparições. Nesse dia, Nossa Senhora revelou a Bernardette sua primeira mensagem que, resumindo, seria: "Penitência, penitência, penitência! Rogai a Deus pelos pecadores".

Nossa Senhora ainda mostrou a Santa Bernardette (nona aparição, 25 de fevereiro) como praticar essa "penitência": "vá e toma da água da fonte" e lave-se nela. Ela mandou também que Bernardette comesse de umas ervas que cresciam na gruta. Dois pedidos aparentemente absurdos, humilhantes.

Comer aquele capim já seria ridículo, pior que isso era a questão da água para beber e lavar-se: Não existia nenhuma fonte no local! No entanto, cheia de Fé e humildade, Bernardette comeu a erva recomendada e, com as próprias mãos, escavou o chão da gruta. Da terra brotou água que ela bebeu e com a qual se lavou, tal como havia sido recomendado pela Senhora da Conceição Imaculada.

Os que assistiram ao fato ficaram atônitos e se perguntaram: Bernardette não teria ficado louca?

Não! Ela apenas obedecia sem entender e sem pedir explicações. Ela julgava, com acerto, que de uma Senhora tão excelsa só poderiam vir coisas boas.

Ali, junto ao local onde a Imaculada Conceição colocou seus pés, brotou um manancial de águas prodigiosas. Ali nasceu a fonte de Lourdes: um jorro contínuo de graças e de milagres. Doentes com enfermidades físicas e espirituais de toda espécie alcançaram nela curas inexplicáveis, milagrosas.

O convite para repetir o gesto de Bernardette espalhou-se logo pelo mundo. E, ainda hoje, fiéis de todos os cantos se beneficiam daquele primeiro ato de humildade e submissão da pastora de Massabielle. O gesto piedoso e penitencial de beber da água da Gruta de Lourdes e nela lavar-se tem trazido curas e graças especiais. E em quantidade tal, que parecem inesgotáveis.

A Imaculada Conceição

Havia passado apenas quatro anos desde que o Papa Pio IX definira solenemente a verdade de Fé segundo a qual Maria Santíssima foi concebida sem pecado original desde o primeiro instante de seu ser. Ainda que esse dogma fosse duramente atacado pelos inimigos da Igreja, o agora Beato Pio IX, com uma coragem de anjo, proclamou-o a todos os homens.

O mundo católico exultou de alegria por ver nas aparições uma celestial confirmação do Dogma, uma vez que Nossa Senhora apresentava-se como sendo a Imaculada Conceição.

Começam os milagres

O ciclo das aparições ainda não havia terminado: através da água milagrosa de Lourdes, Nossa Senhora começou sua ação junto aos homens.

Tomando conhecimento do que acontecia na gruta, o pároco de Lourdes, ainda um pouco desconfiado, rezou a Deus pedindo um sinal celeste a fim de certificar-se da veracidade e idoneidade de tudo que estava acontecendo em sua paróquia. Deus atendeu seu pedido enviando um sinal que seria útil para o bom padre e seus paroquianos também:Por mais de vinte anos um homem chamado Bourriette estava cego. Todos o conheciam na região. Ele havia perdido um olho numa explosão em uma mina.

Sendo um homem de fé, Bourriette pediu a sua filha que trouxesse água da nova fonte de Massabielle. Ele pôs-se a rezar pedindo a Nossa Senhora sua cura, bebeu da água e em seguida lavou os olhos com ela. Logo ele começou a gritar de alegria: ele tinha voltado a enxergar.

Os médicos que antes haviam afirmado que ele jamais poderia recobrar a visão, examinaram o homem novamente e não tiveram outra alternativa que chamar o ocorrido pelo nome que lhe era mais próprio: milagre. Bourriette enxergava perfeitamente, embora as causas da cegueira continuassem ali: lesões profundas da ferida causada pela explosão e cicatrizes.

Ainda durante o período das aparições, outros milagres ocorreram. Foi, por exemplo, o caso de Justino, um menino de dois anos. Ele estava enfermo e teve um desmaio repentino. Não dava mais sinais de vida.

Sua mãe o levou até a Gruta pedindo veementemente pela vida do menino. Em seguida ela o colocou por 15 minutos nas águas da gruta. Depois disso, tendo sido levado de volta para casa, Justino voltou a respirar com normalidade, a cor rosada da pele voltou, seus olhos brilharam e ele pediu comida.

Este fato comoveu todos da região de Lourdes e logo foi conhecido na França toda e pela Europa afora.

Três renomados médicos examinaram o menino e atestaram que, aquilo era cientificamente inexplicável e só podia tratar-se de um milagre de primeira ordem. Nossa Senhora manifestava-se maternalmente e mostrava assim sua vontade de fazer o bem. Por isso, os milagres continuavam e continuam até hoje.

Perseguição dos detratores, difamação e calúnias

Com os milagres e a peregrinação de fiéis aumentando  em Lourdes os céticos começam seus ataques, os boatos e a propagação de boatos falsos: um junta de médicos acusa Bernadete de estar loucas, ameaça interná-la em manicômio. Análises da água da fonte de Lourdes tentam explicar as curas por características físico-químicas da fonte com o intuito de desmerecer e desmistificar as curas miraculosas. No entanto mal podiam esperar os céticos que esta perseguição viria a contribuir para que os milagres em Lourdes tivessem maior embasamento após explicações científicas!


Desenhados pelos ataques

As heresias sempre foram uma oportunidade para que a Igreja pudesse desenvolver sua doutrina. Já houve até quem afirmasse que, ao longo dos séculos, o perfil da Igreja foi esculpido pelos ataques desferidos contra ela. Isso quer dizer que, de cada chaga que os inimigos abrem no corpo da Igreja não aparece a marca de uma cicatriz, pelo contrário, surge uma luz que indica e discerne a beleza de seu perfil doutrinário.

Aqui nós podemos aplicar o mesmo raciocínio.

A ofensiva das críticas, calúnias e detração contra os milagres de Lourdes favoreceu o aparecimento de um órgão que tinha como encargo constatar, com todo rigor científico, a autenticidade e a natureza dos milagres acontecidos em Massabielle. Era a Comissão Medica de Lourdes, criada por Dom Laurence, bispo diocesano de Tarbes-Lourdes, em 28 de julho de 1858, doze dias depois da última aparição de Nossa Senhora.

Essa primeira comissão foi a base para o surgimento do atual Bureau Médico de Lourdes.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

São Nicolau: o verdadeiro Papai Noel


Vivenciamos o tempo do advento, nos preparando para a grande festa do Natal de Nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. No entanto, a sociedade e a mídia sempre desviam o foco da festa para o consumismo e para a ceia, deixando o Nascimento de Cristo, real motivo da festa e a religiosidade da mesma, de lado. Ganha destaque a figura do Papai Noel. E você sabia que mesmo esta figura tão explorada comercialmente é na verdade um Santo canonizado pela Igreja Católica? Trata-se de São Nicolau nascido no ano de 275 em Pátara, na então Ásia Menor, corresponde hoje aproximadamente ao território asiático da Turquia, à Arménia e ao Curdistão. Tornou-se sacerdote, e depois bispo da Diocese de Mira (atual Turquia), onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam. É padroeiro da Rússia. Na Alemanha, o “Papai Noel” é chamado de Nikolaus. No Ocidente, é venerado de modo especial na França, Alemanha, Inglaterra e Irlanda. Suas relíquias foram levadas para Bari, na Itália, onde há um templo em sua honra. São Nicolau é conhecido principalmente pelo seu trabalho a favor dos mais pobres: recebeu como herança uma grande quantia de dinheiro e livremente partilhou com os necessitados.

A origem do Papai Noel de barbas brancas e com o saco vermelho

Certa vez, São Nicolau soube que três pobres moças da região que pretendiam se casar não tinham os dotes necessários. À época era costume garantias financeiras para a efetivação do matrimônio. O Pai destas moças então aconselhou-as a prostituirem-se para conseguirem o dinheiro. São Nicolau foi então por três noites até a casa das moças e jogou pela chaminé da casa sacos vermelhos com moedas de ouro com dinheiro suficiente para os dotes de cada uma destas jovens, que escaparam da prostituição e conseguiram se casar. Na terceira vez em que fora jogar o saco vermelho com o dinheiro pela chaminé, foi surpreendido pelo doo da casa, que chorando o agradeceu muito. Desta cena, surgiu a imagem do senhor de barbas brancas (fisionomia de São Nicolau), com saco vermelho, entrando pela chaminé das casas a noite. Durante seu bispado São Nicolau também se destacou pelo convívio com crianças, e a Igreja acabou por atribuir a ele o título de Patrono das Crianças. Hoje em dia, em algumas cidades da Alemanha, este grande Santo é representado indo de casa em casa, levando presentes para as crianças piedosas e bem comportadas. A festa de São Nicolau é celebrada por toda a Igreja no dia 6 de dezembro. Daí então a associação do Papai Noel com a distribuição de presentes para as crianças bem comportadas no natal.

O Papai Noel barrigudo do capitalismo

As semelhanças entre a figura de São Nicolau e do Papai Noel que conhecemos hoje terminam na barba, no saco vermelho e a cena da chaminé. São Nicolau não era barrigudo, não usava roupa vermelha nem botas pretas; pelo contrário: São Nicolau era alto, esbelto, vestia um tipo de batina branca e mitra, comuns aos bispos da época. Estas características foram atribuídas pela Coca-Cola® em uma campanha publicitária em 1931. O cartunista americano Thomas Nast foi o criador do atual Papai Noel, que na época apareceu nas propagandas oferecendo uma garrafa de refrigerante para uma garotinha. O marketing da empresa parece ter dado tão certo, que fez com que muitos, desde então, nem se dessem conta da existência de outro Papai Noel.

Movimento pela volta da figura de São Nicolau

Desde 1997, existe um movimento organizado pelo padre alemão Eckhard Bieger, que tenta resgatar o verdadeiro símbolo das comemorações de Natal. O padre jesuíta deseja evitar a confusão que frequentemente envolve as duas figuras natalinas. Em entrevista a uma agência de notícias, ele afirma que São Nicolau é "desde a Idade Média o patrono das crianças". Por esse motivo, "a Coca-Cola deveria procurar outra figura para propagar o clima natalino", conclui.
A iniciativa de Bieger tenta eliminar o teor mercadológico e comercial que acabou sendo associado ao Natal. Resgatar o símbolo original do Natal pode ser um passo para não se perder o verdadeiro sentido da comemoração do nascimento do Menino Jesus.

Fontes:
São Nicolau. Blog Santo do Dia da Comunidade Canção Nova. Disponível em:
Acesso em 18 de Dezembro de 2012.

São Nicolau: o Verdadeiro Papai Noel. Blog da Valéria Vilma.

Ásia Menor. Infopédia: enciclopédia e dicionários Porto Editora.
Acesso em 18 de Dezembro de 2012.

São Nicolau e o Papai Noel. Blog Sempre Alegria. Disponível em:
Acesso em 18 de Dezembro de 2012.

sábado, 8 de dezembro de 2012

A Imaculada Conceição de Maria




Celebramos hoje, dia 08 de Dezembro a Imaculada Conceição de Maria. Por este título a Igreja Católica exalta a condição de pureza irretocável e de total ausência de pecado da Virgem Maria. Esta festa é notoriamente nos dias de hoje uma das maiores celebrações da Igreja Católica no mundo, especialmente nos países latinos. No entanto nem sempre fora assim: por muito tempo a Igreja não se pronunciou oficialmente a favor desta condição de Maria; padres, teólogos, leigos e até santos duvidaram e chegaram a combater a crença na Imaculada Conceição. O clamor popular foi decisivo par que a Igreja se posicionasse oficialmente sobre o tema. Confira abaixo um breve histórico deste dogma, adaptado do texto de Monsenhor João Clá Dias.

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A Imaculada Conceição: “Piedosa crença” que se tornou dogma
Adaptado de Monsenhor João Clá Dias

A Imaculada Conceição da Maria Virgem - singular privilégio concedido por Deus, desde toda a eternidade, Àquela que seria Mãe de seu Filho Unigênito - preside a todos os louvores que Lhe rendemos na recitação de seu Pequeno Ofício. Apresenta-se agora um pequeno histórico da dessa "piedosa crença" que atravessou os séculos, até encontrar, nas infalíveis palavras de Pio IX, sua solene definição dogmática.

Onze séculos de tranquila aceitação da "piedosa crença"

Os mais antigos Padres da Igreja, sempre expressaram sua crença na absoluta imunidade do pecado, mesmo o original, concedida à Virgem Maria. Assim, por exemplo, São Justino, Santo Irineu, Tertuliano, Firmio, São Cirilo de Jerusalém, Santo Epifânio, Teódoro de Ancira, Sedulio e outros comparam Maria Santíssima com Eva antes do pecado. Santo Efrém A exalta como tendo sido "sempre, de corpo e de espírito, íntegra e imaculada". Para Santo Hipólito Ela é um "tabernáculo isento de toda corrupção". Orígenes A aclama "imaculada entre imaculadas, nunca afetada pela peçonha da serpente". Por Santo Ambrósio é Ela declarada "vaso celeste, incorrupta, virgem imune por graça de toda mancha de pecado". Santo Agostinho afirma, disputando contra Pelágio, que todos os justos conheceram o pecado, "menos a Santa Virgem Maria, a qual, pela honra do Senhor, não quero que entre nunca em questão quando se trate de pecados".
Cedo começou a Igreja a comemorar em suas funções litúrgicas a imaculada conceição de Maria. Passaglia, no seu De Inmaculato Deiparae Conceptu, crê que a princípios do Século V já se celebrava a festa da Conceição de Maria (com o nome de Conceição de Sant'Ana) no Patriarcado de Jerusalém. O documento fidedigno mais antigo é o cânon de dita festa, composto por Santo André de Creta, monge do mosteiro de São Sabas, próximo a Jerusalém, o qual escreveu seus hinos litúrgicos na segunda metade do século VII.
Tampouco faltam autorizadíssimos testemunhos dos Padres da Igreja, reunidos em Concílio, para provar que já no século VII era comum e recebida por tradição a piedosa crença, isto é, a devoção dos fiéis ao grande privilégio de Maria (Concílio de Latrão, em 649, e Concílio Constantinopolitano III, em 680).
Em Espanha, que se gloria de ter recebido com a fé o conhecimento deste mistério, comemora-se sua festa desde o século VII. Duzentos anos depois, esta solenidade aparece inscrita nos calendários da Irlanda, sob o título de "Conceição de Maria".
Também no século IX era já celebrada em Nápoles e Sicílias, segundo consta do calendário gravado em mármore e editado por Mazzocchi em 1744.
Em tempos do Imperador Basílio II (976-1025), a festa da "Conceição de Sant'Ana" passou a figurar no calendário oficial da Igreja e do Estado, no Império Bizantino.
No século XI parece que a comemoração da Imaculada estava estabelecida na Inglaterra, e, pela mesma época, foi recebida em França. Por uma escritura de doação de Hugo de Summo, consta que era festejada na Lombardia (Itália) em 1047. Certo é também que em fins do século XI, ou princípios do XII, celebrava-se em todo o antigo Reino de Navarra.

Séculos XII-XIII: Oposições

No mesmo século XII começou a ser combatido, no Ocidente, este grande privilégio de Maria Santíssima.
Tal oposição haveria ainda de ser mais acentuada e mais precisa na centúria seguinte, no período clássico da escolástica. Entre os que puseram em dúvida a Imaculada Conceição, pela pouca exatidão de idéias à matéria encontram-se doutos e virtuosos varões, como, por exemplo, São Bernardo, São Boaventura, Santo Alberto Magno e o angélico São Tomás de Aquino.

Século XIV: Reação a favor do dogma

O século XIV se inicia com uma grande reação a favor da Imaculada, na qual se destacou, como um de seus mais ardorosos defensores, o beato espanhol Raimundo Lulio.
Outro defensor assíduo da Imaculada Conceição foi João Duns Escoto glória da Ordem dos Menores Franciscanos, o qual, estabeleceu com admirável clareza os sólidos fundamentos para desfazer as dificuldades que os contrários utilizavam para se opor à singular prerrogativa mariana. Escoto ainda foi agraciado por um notório evento em favor da causa da Imaculada Conceição. Viajou de Oxford a Paris, para fazer triunfar o imaculatismo na Universidade da Sorbonne, em 1308, sustentou uma pública e solene disputa em favor do privilégio da Virgem. No dia desse grande ato, Escoto, chegando ao local da discussão, prosternou-se diante de uma imagem de Nossa Senhora que se encontrava em sua passagem, e lhe dirigiu uma prece. A Virgem, para mostrar seu contentamento com esta atitude inclinou a cabeça - postura que, a partir de então, Ela teria conservado...
Depois de Escoto, e graças aos seus estudos que deixavam os argumentos contrários à Imaculada Conceição extremamente enfraquecidos, os defensores do futuro dogma se multiplicaram prodigiosamente. Muitos Franciscanos escreveram em favor à Imaculada conceição de Maria e acredita-se que estes sejam os responsáveis pela origem de sua celebração em Portugal, nos primórdios do século XIV.

Séculos XV-XVI: acirradas disputas

Em meados do século XV, a Imaculada Conceição foi objeto de renhido combate durante o Concílio de Basiléia, resultando num decreto de definição sem valor dogmático, posto que este sínodo perdeu a legitimidade ao se desligar do Papa.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Santos na Igreja Católica




A definição comumente aceita de santos, entre os católicos, é que são aqueles indivíduos que viveram uma vida exemplar na terra e a quem a Igreja Católica determinou que estão certamente com Deus. Os santos são mais comumente conhecidos pelo martírio, virtude heróica, e milagres. Como resultado destes dons, católicos em todo o mundo rezam aos santos, e os honram celebrando seus dias festivos, mencionando-os de tempos em tempos na celebração da Missa, colocando estátuas e pinturas deles, entesourando seus pertences mundanos, bem como seus restos físicos, e dando os nomes deles a seus filhos e a suas igrejas.

O processo pelo qual a Igreja Católica determina quem é santo é chamado canonização. O candidato tem que ter estado morto há pelo menos cinco anos antes que um processo de santidade possa ser oficialmente iniciado. Quando uma pessoa religiosa muito respeitada morre, o bispo local tem que deixar que a reputação de santidade dessa pessoa cresça por si só. Se a adoração das pessoas aumenta e continua durante cinco a dez anos depois da morte da pessoa, então o bispo é autorizado a iniciar uma investigação oficial da vida e obra do candidato, de modo a ver se a reputação de santidade é fundada na verdade.

Há dois diferentes níveis de honra para os santos indivíduos que faleceram. Aquelas pessoas que são veneradas localmente ou por ordens religiosas de padres ou freiras são beatificadas. Elas são chamadas pelo título "beato". Somente aquelas que são canonizadas pelo Papa são realmente santos. Esta distinção é virtualmente ignorada pela maioria dos católicos. A mais completa compilação dos santos católicos, A Bibliotheca Sanctorum, está beirando os vinte volumes e alista mais de 10.000 santos. Só aproximadamente 400 deles foram oficialmente canonizados por papas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O Mistério da Casa Sagrada

Olá Galerinha do bem  =D

Sabiam que a casa da Virgem Maria não esta mais em Nazaré, na Galileia, mas em Loreto, na Itália? E já esteve em quatro lugares diferentes! Como foi parar lá?

A tradição Cristã diz que foi transportada por miraculosamente por Anjos para ser protegida da invasão dos muçulmanos à Terra Santa. Fatos já comprovados cientificamente:
- a casa tem origem Palestina;
- a casa foi construída na época de Jesus;
- a casa não possuía fundações quando foi encontra em Loreto.

A Virgem de Guadalupe: desafio à ciência moderna - por Valdis Grinsteins



Olá galera,

Durante nossa vida muitas vezes encontramos quem nos acuse de sermos "ingênuos" de acreditar em Deus e nas obras divinas; para estas pessoas a existência de forças maiores, extraordinárias e misteriosas é mera fantasia. E qualquer religião é apenas uma instituição política para manter "esta farsa" e "manipular pessoas alienadas". Para estas pessoas só o que é comprovado cientificamente é digno de valor.
Nós que temos certeza da existência de Deus, sempre buscamos fatos que a ciência não explica para mostrar o motivo de nossa posição religiosa. Mas os incrédulos se mantêm irredutíveis: para eles só o que é comprovado cientificamente merece crédito! Pois bem: e quando a ciência comprova o Milagre?
Com vocês uma breve descrição da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe ao índio Quauhtlatoatzin - que havia sido batizado com o nome de Juan Diego – a saga pela construção da Basílica e todos os milagres cientificamente comprovados relacionados ao fato.
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